A filosofia de boteco como filosofia vanguardista libertadora nas sábias predições de Homer Simpson.

No boteco as pessoas revelam sua essência com a ajuda do álcool, na ágora os cidadãos revelavam suas opiniões com o recurso da retórica. No boteco se aceita igualmente qualquer pessoa, e até outros tipos de entidades; na ágora só uma pequena parcela da população era considerada apta a discursar. Agora, pensemos, me parece muito melhor o boteco do que a ágora, não é? O coeficiente de liberdade é muito maior, muitas das vezes chega até a querida libertinagem. Se na ágora a verdade era relativa, a uma boa argumentação, por exemplo; no boteco a verdade é puta, te ama e te serve, nem que só por aquela noite, mas é absolutamente tua enquanto o álcool manda.

Dois personagens são aqui muito importantes na proliferação da filosofia de boteco (ou ‘buteco’, como dizem algumas tribos da Esbórnia Ocidental), Sócrates e Homer Simpson. Sócrates por ter alertado povo grego que aquela palhaçada pederasta dos atenienses ‘paga-lanche’ de ficar indo na pracinha fazer discursinho, era em si incoerente e estava com os dias contados por isso. Tal qual Prometeu, Sócrates rouba o fogo das opiniões e o volta contra os deuses da política ateniense.

Mas se é responsabilidade de Sócrates deslocar a filosofia, é mérito de Homer Simpson a re-locar. Sim, são nas predições libertadoras da filosofia no mínimo original de Homer que a vanguarda da filosofia se apresenta. Após identificar o Bar como sua primeira casa, dadas todas as aprazíveis características acima referidas, ele rompe com as instituições burguesas pseudo-democráticas, assim como Sócrates, e parte numa cruzada que intenta libertar o ser humano dos grilhões do sentido. Dando muitos exemplos do que se pode fazer quando se alcança o indizível do nível alcoólico no sangue, Homer nos sacia a sede de dizeres putos sobre a filosofia de vida do Bar, um exemplo: “Cala a boca Pensamento, ou te enfio uma faca.”, uma demonstração clara de auto-controle auto-determinado e portanto livre, ou ainda: “Vou fazer o que faço de melhor, mentir para uma criança”, assinalando que devemos reproduzir nossa habilidades no mundo para transformá-lo num lugar melhor para todos nós, talvez não para as crianças, mas elas não são nada além do futuro; Homer o anti-dogmático: “Existem três jeitos de fazer as coisas: o jeito certo, o jeito errado, e o meu jeito, que é igual ao jeito errado, só que mais rápido.”. Mas como todo grande filósofo, admite exceções, no caso à vida de boteco: “As respostas para todos os problemas da vida não estão no fundo de uma garrafa… estão na TV!”. Homer o defensor incondicional daquilo que liberta nossas verdades mais recônditas, em outras palavras, a cerveja: “Eu mataria todos neste quarto por um gole de cerveja.”, e é claro que nessa coletânea breve de frases geniais de Homer não poderia faltar a expressão máxima da filosofia de Boteco, o Cógito da escória cervejeira, a máxima das máximas, que liga todos os mundos: “Álcool… A causa e solução de todos os problemas.”

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2 comentários

Filed under cultura, Filosofia de Butéco (Botéco)

2 responses to “A filosofia de boteco como filosofia vanguardista libertadora nas sábias predições de Homer Simpson.

  1. Tosco o Contingente

    esse texto é que é reflexão filosófica, não a palhaçada que a gente vê na faculdade!!!!!!! Assaz foda!!!!!!!!!!!

  2. Mãozinha, O Necessário.

    In Vino Véritas.

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