A influência do Meio… Por Murilo

Esse tema daria uma série de textos para várias categorias, mas por uma rara onda de otimismo e vitalidade, escolhi a do “Bom Gosto”.
Pense numa viagem, em contato confortável com a natureza, extremamente bem acompanhado por pessoas que lhe agradam, um bom livro e muito tempo livre. Aqui e assim me senti extremamente seduzido a produzir algum texto (pecado meu, admito), mas como? Com todo esse naturalismo, essa realidade, como ter idéias? Como sair desse mundo agradavelmente concreto e voltar a pensar em ‘temas’, ‘títulos’, ‘estilo’, ‘vocabulário’, etc.? A solução é não se preocupar com isso. Talvez a maior dica desse texto seja: não seja moderno. Não ser um homem moderno* é a melhor coisa a se fazer quando se quer aproveitar da natureza, no bom sentido é claro.
Para quem procura fazer uma “viagensinha natureba” uma dica, meio obvia para quem me conhece, é a represa do Capivari, a menos de 50 Km do Abranches, e um pouco mais perto de Curitiba. Como todos sabem, eu sou um exímio pescador de lambaris e vou para lá sempre que posso.Ao longo dessa represa que fica na serra do mar (aquela por qual você passa quando vai em direção a São Paulo) existem várias atividades diferentes da pesca, há posadas e campings de muitos tipos.
Um outro lugar mais distante e bem bacana para se ter contato, um pouco mais indireto é verdade, com a natureza é a mundialmente afamada cidade de Foz do Iguaçu. Ano passado tive o prazer de ir lá e se pudesse ia todo ano. Passei quatro dias lá e foi pouco tempo para ver tudo o que se mostra. Só o Parque da Cataratas requer uma semana para ser bem aproveitado. Lá o destaque fica por conta do passeio chamado “Macuco Safári”, que consiste em alguns quilômetros de trilha (motorizada) pela mata com várias paradas explicativas sobre a fauna e flora local, mais um pouco de caminhada na mesma trilha com direito a cachoeiras e coisas do tipo, e no final um passeio de bote próximo ao lugar com o sugestivo nome de “Garganta do Diabo”, o passeio é tão “tranqüilo” que é possível se “afogar” sem cair do barco. Outro destaque de lá é o Parque das Aves, em que é possível ter contato com algumas das espécies de aves da região, você pode entrar na maioria dos viveiros e ter ao alcance das mãos Tucanos, Araras, etc. Você só não vai querer estar ao alcance das garras de uma Harpia.
Enfim, a intenção do texto não é ser informativo ou explicativo, Freud é quem faz isso, o motivo pelo qual eu escrevi isso é pra dar uma dica, um toque; Você, que mora nesses infernos cinzas escuros que são as cidades grandes, faça uma vez na vida uma viagem desse tipo e deixe as preocupações “modernosas” de lado, e lembre-se sempre que, a natureza segue sem o homem mas o homem não segue sem a natureza.

*quer entender o que eu chamo de homem moderno leia Nietzsche.

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