Vitrola minha vitrola #3 por J R Tosco

Voltei. E desta vez para falar/escrever sobre os bons sons. Música de verdade meus caros. Arte, não lixo. Como ando muito ocupado ultimamente e nem um pouco verborrágico, vamos direto a eles.

 

Slayer – World Painted Blood – Reza a lenda que toda vez que o Slayer lança um disco a órbita do planeta Terra sai do eixo. Pois bem, é exatamente neste clima que eu gostaria de começar este post sobre música. Inúmeras bandas já me decepcionaram, mas a trupe de Tom Araya, não decepciona, não cede e continua sempre com sangue nos “zóio”. Isto é facilmente perceptível nas novas canções da banda, como a ótima faixa título, a cadenciada e intimidante “Beauty through order” e a destruidora “Public display of dismemberment”. Destaque ainda para as fabulosas “Americon” e “Playing with dolls”. É, enfim, o caso clássico de um álbum para ouvir batendo a cabeça na parede com força.

 

Dozer – Through the eyes of heathens – Já faz algum tempo que tenho a convicção de que a Suécia deve ter alguma coisa especial, ao menos os sons que vem de lá são todos sempre satisfatórios, a priori. Bandas como o In Flames, o Hammerfall, Pain of Salvation, The Haunted, Hellacopters e o Therion fazem a gente esquecer da época em que só se ouvia falar da Suécia quando tocava ABBA e Roxette (hehe). Muito embora o Dozer pertença a um ramo mal visto entre os “metalheadbangersfuckingmetalsmotherfuckers”, o stone metal, a banda mostra que é de primeira linha, fiel ao estilo e profissional. A boa e pesada faixa de abertura já chega com a proposta do stone metal: guitarras toscas, cruas e distorcidas, bateria muitas vezes utilizando o bom e velho truque das frases tribais e um vocal disperso e bruto. Já em “Born a legend”, segunda faixa do disco, o ouvinte pode decidir se gosta ou não da banda. Quem não gostar desta música, certamente não vai gostar da banda. Assim. É aqui que você pode se apaixonar pela banda e pelo estilo, ou não. Destaque ainda para a “sabbazistica” “Until man exists no more” e as excelentes “Omega glory”, “Man on fir” e a quebradíssima “The roof, the river, the revolver”.

 

Grand Funk Railroad – On time – eu acho impressionante o fato de que quanto mais eu exploro os sons dos anos 60 e 70, mais tesouros escondidos eu descubro. Esta banda é um bom exemplo disso. Este disco, de 1969, configura em minha amadora opinião uma revolução. O termo “funk” no nome da banda é profético, apropriado e sem sombra de dúvidas justo. Calma, calma, eu não estou falando do lixo sonoro que nós tupiniquins atrasados estamos acostumados. Falo do true funk, música root true mesmo. Mas assim, em poucas palavras: bandas de rock clássico dos anos 60 e 70 destroem, o Grand Funk “mata a cobra e mostra o pau” justamente por inovar, por mesclar tão bem a sonoridade das bandas da época com o “remelexo” irresistível  e a dinâmica do funk true. Além disso, temos ainda o fato de que as letras são todas “políticas punks de protesto”, e eu adoro música de protesto. Bom se alguém ai ficou com o pé atrás ou acha que o velho Tosco aqui endoidou e ta querendo descer na boquinha da garrafa, sugiro que ouça o disco e entenda o que eu quero dizer com true funk. “Are you ready”, “Anybody’s answer”, “T.N.U.C.” e “Into the Sun” são as músicas que eu pretendo destacar.

 

 

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3 comentários

Filed under cultura

3 responses to “Vitrola minha vitrola #3 por J R Tosco

  1. Mãozinha, O Necessário.

    Tosco ralando na boquinha da garrafa… é na boca da garrafa!
    huhuehuehuehuhe

    Mas Grand Funk é do caralho mesmo.
    Quem foi mebro da banda recentemente mas acho que já saiu foi Bruce Kulick.

  2. Murilo des-

    o Tosco ralando na boquinha da garrafa é uma das imagens mais repugnantes, uma das trombetas do apocalipse cultural!

  3. Juliano, O alien

    Olha, imaginar o Tosco ouvindo músicas do tipo ‘boquinha na garrafa’ já é triste, muito triste,… ele dançando então… Que imaginação em, Mãozinha!
    hahahaha

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