Hillary da a entender que Lula é ingênuo, e acerta. Por Murilo!

A piazada lá daquele paizinho entre o México e o Canadá estava toda prosa com a eleição do primeiro presidente sabor chocolate da história deles, acreditando, como burros que são, que alguma coisa realmente ia mudar com relação à política externa e outras coisinhas mais; conseguiram, pelo menos pensavam eles, eleger um sujeito pós-moderno , bacana e “paz e amor”, mas agora, alguns meses depois, ele já tem muito o que explicar para o pessoal, coisas do tipo: por que raios o número de soldados no oriente médio só aumenta, assim como as baixas entre eles? Por que ele simplesmente não consegue sentar para negociar paz no oriente médio? Por que a tensão com países como Rússia, Venezuela, Coréia do Norte e Irã não diminui? E é justamente sobre o Irã que eu vou falar.

No começo da semana passada a imprensa internacional  divulgou o conteúdo de um acordo assinado por Turquia e Irã, e mediado pelo Brasil, para cooperação no enriquecimento de urânio para fins pacíficos. Por meio desse acordo, o Irã se compromete a entregar à Turquia (País membro da OTAM)  dois terços de todo o estoque de seu urânio para ser enriquecido em território turco, e depois a Turquia devolve esse urânio em forma de combustível para o Irã, e assim o material não pode ser transformado em armamento nuclear. Mesmo com essa demonstração clara de boa vontade dos Aiatolás, os cowboys do norte e seus puxa-sacos continuam a defender sanções ao Irã. Se é assim, por que negociar então? Se não importa o que aconteça nas negociações, as sanções serão mantidas, por que simplesmente não se fecha a ONU e não se invade o Irã?

O Obama não tem nada, além da cor, de diferente de qualquer outro presidente americano. O sujeito é só mais uma peça de marketing da administração daquele paisinho lá, e cada vez mais isso fica evidente. Daí, um certo sujeito barbudo, relativamente simples e de vocabulário duvidoso, chega, chama os Aiatolás para uma conversa e convence os caras a entregar dois terços do urânio deles ao Ocidente, e os Estados Unidos e  seus asseclas dizem que o acordo não foi um sucesso e que se devem manter as sanções e ainda aumentá-las. Não tem sentido! E o pior, quer dizer, o óbvio, a oposição brasileira faz coro com os americanos, mostrando mais uma vez com quem eles concordam.

Não que eu seja ingênuo a ponto de acreditar na paz mundial, e muito menos que ela vai ser conquistada por esforço de um brasileiro, ou pelo Brasil, más há que se admitir que em um mês de negociações a diplomacia brasileira fez mais avanços no oriente médio  do que todo o resto do mundo. Falando em ingenuidade, a 67ª Secretária de Estado dos EUA, e corna mansa nas horas vagas, Hillary Clinton deu a entender que o Brasil foi “ingênuo” nesse acordo, de fato; foi ingênuo ao acreditar na carta envida por Obama à Brasília semanas antes do acordo; letra em que o tio Sam de Ébano disse, segundo a agência de notícias Reuters, que: “Do nosso ponto de vista, uma decisão do Irã de enviar  1200 quilos de urânio de baixo enriquecimento para fora do país geraria confiança e diminuiria as tensões por meio da redução do estoque iraniano.” Então Lula, por ter acreditado nessas palavras, eu concordo com a amiga da famosa degustadora de charutos Monica Lewinsky  quando ela te chamou de ingênuo.

O fato é que um passo muito importante foi dado, a possibilidade de negociação foi provada, se ainda assim persistirem os problemas, e eles vão persistir, que esse acordo sirva ao menos para que aqueles que ainda acreditam na democracia americana, na ONU e na globalização,  que acordem para a vida:  as decisões não são mais tomadas por governantes, aliás, esses nem podem mais ser chamados assim, são administradores das decisões advindas das necessidades criadas pelas sociedades  de acordo com sua forma de vida. No caso da auto-intitulada sociedade americana, uma sociedade com moral de “super-herói”, que precisa de um vilão, e consumista, que precisa sempre de mais mercado, que é o que uma guerra acaba sempre gerando.

Para finalizar gostaria de espetar para dentro e repetir a declaração do Sen. Heráclito Fortes (DEM-PI), que além de não contribuir com nada na questão ofende nossa inteligência: “Nós temos que ter um pé atrás, saber se realmente é pra valer, se o Irã vai cumprir esse acordo tal qual ele está sendo anunciado ou não. De forma que nós temos que acreditar duvidando”, se é para não acreditar no acordado, para que acordar então??? ‘Acreditar duvidando’????? Como é que se faz isso??? O senhor é um fanfarrão Sr. Senador…

“Jesus Negão, sangue bããão…!” Será?

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1 Comentário

Filed under opinião

One response to “Hillary da a entender que Lula é ingênuo, e acerta. Por Murilo!

  1. Sheron

    Marcando audiência
    =D

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