De Slayer à Monica Bellucci em poucas linhas. Por Murilo!

O que falar sobre o Show da nossa vida? Como comentar um Show de Heavy Metal aqui para o blog sem ser o Tosco; sem o cabedal técnico e intelectual para uma análise à altura desse ícone do nosso blog que trocou o Slayer pelo Alice Cooper e ficou sem nenhum dos dois? Realmente complicado chegar a essa altura; mas como diria o grande Heráclito de Éfeso: “O caminho que sobe e o caminho que desce são um só e o mesmo”, sendo assim, pego humildemente o caminho que desce e me ponho na posição de um simples fã (palavra mal-dita da qual quero me livrar) e transformo esse texto num relato singelo de admiração.

O primeiro artifício para produzir esse texto é comparar o set list dos últimos Shows da banda pela ‘América Latrina’ com o daqui. Em alguns shows as músicas mais antigas foram trocadas por outras mais novas, dos dois últimos cds. Mas em ctba rolou classicassas como Dead Skin Mask, The Antichrist, Seasons in the Abyss, e especialmente Chemical Warfare que foi magistralmente executada durante uns bons 10 min. numa demonstração de competência e dedicação que pouquíssimas bandas com quase trinta anos de carreira podem fazer. É verdade que isso se dá muito por causa daquele sujeito que senta estrategicamente atrás das latas mais barulhentas do mundo: Mr. Dave Lombardo. Não parece que ele tem quase trinta anos de carreira e sim que ele tem quase 25 anos de idade. É sério, não só pela forma física, mas pelo folego ao executar músicas antigas como Mandatory Suicide e South of Heaven de maneira completamente diferente fazendo das partes mais simples (simples pra ele, é claro) mais sofisticadas, abusando do bumbo duplo com a naturalidade de quem dá uma volta no parque de manhã. Músicas como Stain of Mind e Disciple, da época de Pul Bostaf nas baquetas, vistas ao vivo com o mestre Lombardo, nos fazem pensar como teriam sido melhor aproveitados (bons) discos como God Hates us All e Diabulos in Musica.

E o que falar sobre o grito mais aterrorizante, agonizante e fodastizante do Metal? Mr. Tom Araya. De fato as vezes parece um tanto estranho alguém com um grito desses ter cara de ‘tio legal que te empresta Cds antigos’, mas é o que se passa. Por falar no cara, não é qualquer um que dá aquele grito que abre a música mais foda da história do universo no fim do show e sai conversando com os demais como se nada tivesse acontecido; Angel of Death, eis a música que separa os homens do moleques. É uma pena que um problema nas costas tenha impedido medicamente o tio de agitar a cabeça daquela forma classica conhecida pelos fãs; só o que eu posso dizer é: Tom, meu brother, relaxe, eu sei como é, tamo junto! E Kerry King? além de ótimo guitarrista é o responsável por ser o Show Man da banda, a todo momento correndo de um lado para o outro agitando a galera, chamando o outro guitarrista – e fazendo ele correr atrás em algumas músicas, é verdade – enfim, pançudinho e de barba bizarra, mas muito foda. Fica a nota triste pela ausência de Jeff Hanneman, relativamente bem substituído pelo guitarrista do “Exodus” Gary Holt, por causa de uma picada de aranha no braço que infeccionou, acreditem… É uma pena não só pela competência da pessoa, mas também por que eu queria realmente tirar uma foto daquela guitarra da “Heineken” para lá de estilosa.

Uma possível critica que se poderia levantar foi a falta das ótimas músicas do ótimo disco “Christ Ilusion”, de fato eu estava babando para ver Eyes of the Insane, Cult, Jihad, e algumas outras, mas não se pode ter tudo. Além do mais, a afinação desse disco e a produção são as mais destoantes do restante dos discos da banda, o que poderia configurar alguma dificuldade técnica que pode talvez ter sido evitada para o bem geral do Show. Mas reclamar de uma performance como a do Slayer, é o mesmo que, depois de uma noite com a Monica Bellucci, reclamar que ela não tirou a meia.

Só pra finalizar, eu, antes do Show, acreditava que o Slayer era a banda mais foda do mundo, e hoje, depois do Show, eu sei que o Slayer é a banda mais foda do mundo. “Big Four” é o caralh. “The Big One”, isso sim.

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7 comentários

Filed under bom gosto, cultura, opinião

7 responses to “De Slayer à Monica Bellucci em poucas linhas. Por Murilo!

  1. Tosco o agradecido!!!

    Muito bom o post!!!!!!!! Sem duvida nenhuma foi O show!!!!!! E obrigado pelos elogios!!!!!!!!!!

  2. De nada!
    Jamais pensei que ia conseguir combinar as palavras “singelo” e “Slayer” num mesmo texto… rsrs

  3. Não conheço Slayer, não sou mto metalzêro, prefiro rock mais crássico… mas se vc diz q é tão bão assim, quem sou eu pra desacreditar.

  4. Curtí o Blog…
    Visitei um Blog q fala só do Slayer
    ^^

  5. Meus Deus! Nunca ouvi falar deles! (levando xingamentos)
    Mas sempre ficamos assim, exaltados, quando vamos em show de alguém que curtimos 🙂

    []’s

  6. Descrever sentimenos com palavras é nosso desafio..

  7. Oi…
    Quando eu era adolescente (ontem mesmo rs) eu gostava muito de hevy metal, deste tipod e som. Hj em dia não curto mais. Alias, logo ao completar meus 17 anos ja não curtia…heheh.
    Mas achei bastante interessante a sua maneira de colocar toda a temática do grupo.
    Parabéns pelo post e pelo blog. Excelente!
    Quando puder me visite também!
    Abraços,

    http://evesimplesassim.blogspot.com/

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