O Rum por Maximillian Drugba

Senhoras e senhores, senhoritos e senhoritas, pessoas físicas e pessoas jurídicas, eis me aqui novamente, para contribuir com o bom gosto e refinamento do caro leitor. Desta vez, trago até este canal de comunicação louvável uma peça textual com pretensões de esclarecer suas pessoas sobre a degustação e apreciação desta memorável bebida, e dando uma de Jack Sparrow, o insano pirata da franquia cinematográfica “Piratas do Caribe”, falarei da bebida preferida dos bucaneiros, piratas, lobos do mar e afins, o rum.

Então vamos lá: o rum é uma bebida alcoólica fermentada a partir do melaço da cana de açúcar. Do século XVI remontam várias estórias e lendas sobre a bebida e os degenerados marinheiros que “aterrorizavam” os mares da época. De fato, esta associação dos piratas com a bebida é em partes devida ao seu poderoso teor alcoólico. Há ao menos dois significados para o nome do rum, sendo que o primeiro remonta a palavra Rumbullion, ou Rumbustion, uma gíria inglesa que descreve os excessos provocados pelos bêbados (hehe!!!). Outros, porém, defendem a origem latina da palavra, Saccharum, ou açucar.

O uso da bebida, pelo menos no começo, tinha fins medicinais, sendo considerado um poderoso medicamento capaz até de “exorcizar os demônios do corpo”!!! Este rum usado “medicinalmente” era muito mais forte, rústico e menos delicado que o que conhecemos hoje e parte de seu poder devastador pode ser deduzido a partir da degustação de sua parente próxima, a cachaça. Enquanto que a maioria das marcas de rum de hoje tem o teor alcoólico de 40 º GL, o “mata capeta” da época tinha incríveis 75 º GL.

O resultado da destilação do rum é uma bebida transparente e cristalina. Algumas tem a cor dourada como resultado do envelhecimento em tonéis de madeira e a adição de corantes. O rum jamaicano é o mais encorpado e um dos mais escuros, e após a captura da ilha jamaicana pela marinha inglesa em 1655, os ingleses substituíram a ração diária de seus marujos de brandy francês por uma de rum. Esta ração foi ofertada aos marinheiros ingleses até julho de 1970!!!

Aqui no Brasil, só para variar um pouco, temos que nos contentar com uma pequena variedade de marcas e tipos de rum. Os mais recomendados são, é claro, o Bacardi, e o Montilla. Pessoalmente prefiro este último, mesmo porque o gosto é melhor e sua garrafa parece ser mais charmosa que a do concorrente. Para encerrar, tentei achar uma receita de uma bebida decente usando rum mas só achei ponches e coisas afrescalhadas (nada contra ser fresco!!!), então resolvi colocar a velha e boa receita do tradicional cuba libre:

  • 1 dose de rum (de preferência ouro);
  • 1 coca-cola ( de garrafa ou lata, + ou – 300ml);
  • 1 rodela de limão;


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8 comentários

Filed under bom gosto, opinião

8 responses to “O Rum por Maximillian Drugba

  1. Sabe; são poucos os textos que me prendem do início ao fim; o seu certamente é um desses poucos. Sabia muito pouco sobre o assunto, e a forma descontraída com a qual você nos explicou cada detalhe, deixou o texto super agradável de ler.

    Adorei!

  2. VeVe

    Adoro rum! Eh uma das poucas bebidas q ainda hj continuo a beber sempre q posso! ^^
    adorei seu blog!
    segui vc,ok?

  3. Era uma vez no hj longínquo 1° de faculdade em que 4 pessoas compram duas garrafas de Montilla, porém só 2 às bebem… Bons tempos… Boas coisas… Não sei como ainda lembro!

  4. Você tem um estilo muito bom de escrita. E eu, como bom apreciador de “conhecimentos alcoólicos”, gostei muito do seu texto, apesar de preferir a história da cerveja (acho ela mais elegante).
    Quanto ao seu comentário sobre Kant. Eu me expressei, mau, tendo em vista que Kant não dividiu toda a história da filosofia em si, ele dividiu épocas e estilos da da mesma. Concordo com você que Sócrates foi maior. Porém discordo de que as idéias socráticas são as únicas relevantes.
    Muito bom seu Blog, parabens.

    http://somosprogramas.blogspot.com/

  5. Foi um post muito legal. Pelo que me lembro, ainda não tinha a grata surpresa de beber rum, mas gostaria muito. Fiquei curioso ao saber que um certo tipo dele já fora usado como medicamente e que, para melhorar o gosto, pode-se preciso apelar para uma cachaça.

  6. Seu texto me deixou com água na boca
    e muita curiosidade. Nunca tomei rum. Tenso :S

    Bjo 😉

  7. Maximillian D.!!!!!!!!

    obrigado a todos, fico feliz q tenham gostado do post!!!!!!! E viva el Rum!!!!!!!!

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